01- A
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16- B
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04- C
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05- A
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35- B
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65- A
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36- D
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44- C
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59- B
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74- B
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15- D
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30- B
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45- C
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60- A
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75- E
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Neste espaço vamos divulgar as atividades do Curso Pré-Vestibular Conhecimento em Luta Cajuru
sábado, 4 de agosto de 2012
GABARITO DO SEGUNDO SIMULADO
quinta-feira, 26 de julho de 2012
UFPR: Cursos e Profissões. Uma feira de ideias para o seu futuro
A Universidade Federal do Paraná realiza nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2012 a 10ª edição da “UFPR: Cursos e Profissões. Uma feira de ideias para o seu futuro”, em novo local, no Centro de Eventos do Setor de Educação Profissional e Tecnológica (Sept), na Rua Alcides Vieira Arcoverde, 1225, Jardim das Américas.
O evento é uma oportunidade para os estudantes que pretendem ingressar na universidade conheçam os cursos oferecidos, a infraestrutura da instituição, novidades sobre o processo seletivo entre outros aspectos do Ensino Superior. Todos os cursos da UFPR terão estandes próprios, onde estudantes e professores atenderão os visitantes, fornecendo informações e tirando dúvidas.
Confira toda a programação da UFPR: Cursos e Profissões.
Fonte: www.ufpr.br/portalufpr/eventos/ufpr-cursos-e-profissoes-uma-feira-de-ideias-para-o-seu-futuro/
terça-feira, 17 de julho de 2012
No ensino superior, 38% dos alunos não sabem ler e escrever plenamente
POR LUIS CARRASCO, MARIANA LENHARO
Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade.
Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto.
O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo (mais informações nesta pág.). Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações.
Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita.
"A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas", diz Ana Lúcia. "Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade."
Segundo dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. Para a diretora do IPM, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação em vários estratos da sociedade. No entanto, a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento acelerado.
"Algumas universidades só pegam a nata e as outras se adaptaram ao público menos qualificado por uma questão de sobrevivência", comenta. "Se houvesse demanda por conteúdos mais sofisticados, elas se adaptariam da mesma forma."
Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a "popularização" do ensino superior sem qualidade. "No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8.ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso."
Segundo Vera, o número de analfabetos só vai diminuir quando houver programas que estimulem a educação como trampolim para uma maior geração de renda e crescimento profissional. "Existem muitos empregos em que o adulto passa a maior parte da vida sem ler nem escrever, e isso prejudica a procura pela alfabetização", afirma.
Jovens e adultos. Entre as pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional é ainda maior, atingindo 52%. De acordo com o cientista social Bruno Santa Clara Novelli, consultor da organização Alfabetização Solidária (AlfaSol), isso ocorre porque, quando essas pessoas estavam em idade escolar, a oferta de ensino era ainda menor.
"Essa faixa etária não esteve na escola e, depois, a oportunidade e o estímulo para voltar e completar escolaridade não ocorreram na amplitude necessária", diz o especialista.
Ele observa que a solução para esse grupo, que seria a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ainda tem uma oferta baixa no País. Ele cita que, levando em conta os 60 milhões de brasileiros que deixaram de completar o ensino fundamental de acordo com dados do Censo 2010, a oferta de vagas em EJA não chega a 5% da necessidade nacional.
"A EJA tem papel fundamental. É uma modalidade de ensino que precisa ser garantida na medida em que os indicadores revelam essa necessidade", diz Novelli. Ele destaca que o investimento deve ser não só na ampliação das vagas, mas no estímulo para que esse público volte a estudar. Segundo ele, atualmente só as pessoas "que querem muito e têm muita força de vontade" acabam retornando para a escola.
Ele cita como conquista da EJA nos últimos dez anos o fato de ela ter passado a ser reconhecida e financiada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). "Considerar que a EJA está contemplada no fundo que compõe o orçamento para a educação é uma grande conquista."
(O Estado de S. Paulo, 17 de julho de 2012)
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Portal reúne vídeos de aulas das melhores universidades do mundo, com legendas em português
RIO - Assistir a aulas das melhores universidades do mundo pela internet virou uma realidade quando Massachussets Institute of Techonology (MIT) disponibilizou alguns de seus conteúdos de graça na rede, em 2002. O movimento foi seguido por diversas instituições e, agora, ficou muito mais acessível aos brasileiros: o portal Veduca, criado este ano, disponibiliza diversos vídeos, com legendas em português, de aulas em instituições americanas renomadíssimas como Harvard, MIT, Berkeley, Columbia, Princeton e UCLA.
O projeto foi criado por um grupo de engenheiros formados no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Eles perceberam que as principais instituições de ensino no mundo caminhavam nesta direção, mas que havia pouquíssimas experiências no país. Quando o portal entrou no ar, em março, rapidamente bateu a marca dos 100 mil acessos. Isso sem investimento em publicidade e divulgação. Hoje, já são 500 mil acessos e quase 5 mil vídeos disponibilizados.
Carlos Souza, um dos fundadores do 'Veduca', conta que, para colocar o portal no ar, eles contrataram 10 tradutores. No entanto, muitas pessoas começaram a procurá-los com o intuito de colaborar. Foi desenvolvida então uma plataforma no próprio site para os legendadores voluntários. Hoje, cerca de 100 ajudam com as legendas dos vídeos e o trabalho é todo supervisionado por especialistas, para evitar erros.
- O movimento do open course começa no MIT três anos antes de existir o YouTube. Só que apenas 2% dos brasileiros fala inglês bem. Então, havia um conteúdo enorme que as pessoas não tinham acesso. Temos uma carência muito grande na educação, há uma demanda enorme por parte das pessoas. Tem várias pessoas que entram em contato contando que estudam uma coisa, mas através do portal conheceram outras. Isso abre a cabeça das pessoas. Das pessoas que acessam a internet no país, 66% busca educação. Nossa meta é chegar a um milhão de acessos por mês até o fim do ano. E legendar todos os vídeos até 2013 - afirma Souza, um dos fundadores do projeto.
Além da legendagem, o grupo investe em ferramentas tecnológicas para facilitar a vida dos usuários. Uma delas permite que sejam feitas buscas no áudio das palestras. Por exemplo: se um usuário busca por Freud, será apresentada uma lista de vídeos em que ele é citado. Ao clicar na opção desejada, a exibição começará do ponto em que o professor cita o pai da psicanálise. Ao mesmo tempo, ao assistir um vídeo, aparece uma lista de notícias relacionadas com o assunto. Os recursos já provocaram até o interesse empresas de mídia.
No segundo semestre, o portal vai entrar de cabeça na produção de vídeos em universidades brasileiras. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) será a primeira delas.
- O próprio reitor entrou em contato com a gente para fazer este trabalho. Fomos para uma reunião e conversamos para que a Unicamp seja a primeira a participar do Veduca entre as brasileiras. Estamos muito felizes com o resultado. Não pretendemos fechar o conteúdo. Vamos sobreviver com publicidade. O objetivo é facilitar o acesso ao conhecimento - resume Souza.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Depois da Rio+20
Por Roberto Malvezzi (Gogó)*
Como era esperado, a Rio+20 foi mais um espaço de debates, de elevação das questões cruciais da humanidade, que um ponto de soluções. A Cúpula dos Povos, mesmo dentro de suas contradições, não deixou de expor a contradição maior de um modo de civilização vampiresco que, para sobreviver, tem que chupar o sangue dos pobres e a seiva da natureza.
O mundo não começou e nem termina na Rio+20. Precisamos ter a noção de processo histórico. Não há um ponto de chegada para humanidade, definitivo, um paraíso sobre a Terra. A humanidade terá que reinventar-se constantemente para responder aos desafios de cada momento de sua trajetória, enquanto existir, enquanto for a espécie dominante. Os predadores não têm a última palavra sobre a história, se é que podemos dividir o mundo entre predadores e vítimas. Talvez essa equação seja possível nos extremos da sociedade, mas não na faixa média.
Os resultados são limitados, os da Cúpula Oficial praticamente inexistentes. Mas, teremos que caminhar, porque novas contradições vão aparecer, inclusive novos impasses. O petróleo continua existindo, mas não é eterno. Mais dois bilhões de seres humanos ocuparão a face da Terra até 2050. Vão precisar de água, comida, ar limpo para respirar. Mas também vão necessitar de moradia, energia, transportes. As cidades vão engarrafar o trânsito. Os fenômenos climáticos extremos vão se agudizar, mesmo que alguns céticos não queiram. Provavelmente teremos novas tragédias, guerras por bens naturais, novo mapa mundial, eliminação de muitas pessoas e boa parte das formas de vida.
A busca da nova síntese civilizacional persiste, sobretudo porque agora as populações originárias – o que resta delas – querem ser sujeitos da história, não apenas um apêndice, ou um atraso, ou uma barreira para o desenvolvimento. O etnocentrismo do mundo iluminista não vai subsistir por muito tempo, se é que já não sucumbiu às contribuições inestimáveis desses povos para a sobrevivência da humanidade. A governança mundial não está à altura dos desafios da época, mas eles também terão que mudar, senão serão varridos pelas contradições da história.
Momento maravilhoso esse que atravessamos. Viver nessa época é um privilégio que deveríamos agradecer a Deus, aos deuses, à gratuidade da vida, todos os dias.
*É assessor da Comissão Pastoral da Terra.
O mundo não começou e nem termina na Rio+20. Precisamos ter a noção de processo histórico. Não há um ponto de chegada para humanidade, definitivo, um paraíso sobre a Terra. A humanidade terá que reinventar-se constantemente para responder aos desafios de cada momento de sua trajetória, enquanto existir, enquanto for a espécie dominante. Os predadores não têm a última palavra sobre a história, se é que podemos dividir o mundo entre predadores e vítimas. Talvez essa equação seja possível nos extremos da sociedade, mas não na faixa média.
Os resultados são limitados, os da Cúpula Oficial praticamente inexistentes. Mas, teremos que caminhar, porque novas contradições vão aparecer, inclusive novos impasses. O petróleo continua existindo, mas não é eterno. Mais dois bilhões de seres humanos ocuparão a face da Terra até 2050. Vão precisar de água, comida, ar limpo para respirar. Mas também vão necessitar de moradia, energia, transportes. As cidades vão engarrafar o trânsito. Os fenômenos climáticos extremos vão se agudizar, mesmo que alguns céticos não queiram. Provavelmente teremos novas tragédias, guerras por bens naturais, novo mapa mundial, eliminação de muitas pessoas e boa parte das formas de vida.
A busca da nova síntese civilizacional persiste, sobretudo porque agora as populações originárias – o que resta delas – querem ser sujeitos da história, não apenas um apêndice, ou um atraso, ou uma barreira para o desenvolvimento. O etnocentrismo do mundo iluminista não vai subsistir por muito tempo, se é que já não sucumbiu às contribuições inestimáveis desses povos para a sobrevivência da humanidade. A governança mundial não está à altura dos desafios da época, mas eles também terão que mudar, senão serão varridos pelas contradições da história.
Momento maravilhoso esse que atravessamos. Viver nessa época é um privilégio que deveríamos agradecer a Deus, aos deuses, à gratuidade da vida, todos os dias.
*É assessor da Comissão Pastoral da Terra.
domingo, 24 de junho de 2012
O que os Estados Unidos podem ganhar com o golpe no Paraguai
por Luiz Carlos Azenha do Blog Vi o Mundo:
A reação de Washington ao golpe “democrático” no Paraguai será, como sempre, ambígua. Descartada a hipótese de que os estadunidenses agiram para fomentar o golpe — o que, em se tratando de América Latina, nunca pode ser descartado –, o Departamento de Estado vai nadar com a corrente, esperando com isso obter favores do atual governo de fato.
Não é pouco o que Washington pode obter: um parceiro dentro do Mercosul, o bloco econômico que se fortaleceu com o enterro da ALCA — a Área de Livre Comércio das Américas, de inspiração neoliberal. O Paraguai é o responsável pelo congelamento do ingresso da Venezuela no Mercosul, ingresso que não interessa a Washington e que interessa ao Brasil, especialmente aos estados brasileiros que têm aprofundado o comércio com os venezuelanos, no Norte e no Nordeste.
Hugo Chávez controla as maiores reservas mundiais de petróleo, maiores inclusive que as da Arábia Saudita. O petróleo pesado da faixa do Orinoco, cuja exploração antes era economicamente inviável, passa a valer a pena com o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente escassez de outras fontes. É uma das maiores reservas remanescentes, capaz de dar sobrevida ao mundo tocado a combustíveis fósseis.
Washington também pode obter condições mais favoráveis para a expansão do agronegócio no Chaco, o grande vazio do Paraguai. Uma das preocupações das empresas que atuam no agronegócio — da Monsanto à Cargill, da Bunge à Basf — é a famosa “segurança jurídica”. Ou seja, elas querem a garantia de que seus investimentos não correm risco. É óbvio que Fernando Lugo, a esquerda e os sem terra do Paraguai oferecem risco a essa associação entre o agronegócio e o capital internacional, num momento em que ela se aprofunda.
Não é por acaso que os ruralistas brasileiros, atuando no Congresso, pretendem facilitar a compra de terra por estrangeiros no Brasil. Numa recente visita ao Pará, testemunhei a estreita relação entre uma ONG estadunidense e os latifundiários locais, com o objetivo de eliminar o passivo ambiental dos proprietários de terras e, presumo, facilitar futura associação com o capital externo.
Finalmente — e não menos importante –, o Paraguai tem uma base militar “dormente” em Mariscal Estigarribia, no Chaco. Estive lá fazendo uma reportagem para a CartaCapital, em 2008. É um imenso aeroporto, construído pelo ditador Alfredo Stroessner, que à moda dos militares brasileiros queria ocupar o vazio geográfico do país. O Chaco paraguaio, para quem não sabe, foi conquistado em guerra contra a Bolívia. Há imensas porções de terra no Chaco prontas para serem incorporadas à produção de commodities.
O aeroporto tem uma gigantesca pista de pouso de concreto, bem no coração da América Latina. Com a desmobilização da base estadunidense em Manta, no Equador, o aeroporto cairia como uma luva como base dos Estados Unidos. Não mais no sentido tradicional de base, com a custosa — política e economicamente custosa — presença de soldados e aviões. Mas como ponto de apoio e reabastecimento para o deslocamento das forças especiais, o que faz parte da nova estratégia do Pentágono. O renascimento da Quarta Frota, responsável pelo Atlântico Sul, veio no mesmo pacote estratégico.
É o neocolonialismo, agora faminto pelo controle direto ou indireto das riquezas do século 21: petróleo, terras, água doce, biodiversidade.
Um Paraguai alinhado a Washington, portanto, traz grandes vantagens potenciais a interesses políticos, econômicos, diplomáticos e militares estadunidenses.
sábado, 23 de junho de 2012
"Como a Grécia desperdiçou sua liberdade"
O texto abaixo traz
uma perspectiva interessante sobre a crise atual da Grécia vinda de um
jornalista desse país. Ele foi escrito antes das eleições do dia 18 de junho,
domingo passado, na qual finalmente foram definidas as novas lideranças
políticas gregas.
Como ainda não
sabemos bem qual será o futuro da Grécia e da Europa, as dúvidas aí expostas
continuam valendo. Fiquem atentos para o que ainda pode vir a acontecer. Dentre
as possibilidades de assuntos possíveis para este ano, acredito que a falta de
estabilidade econômica da União Europeia é um dos mais prováveis de serem
vistos nas provas do ENEM e dos vestibulares, inclusive no da UFPR.
***
COMO A GRÉCIA DESPERDIÇOU SUA LIBERDADE
Nikos Konstandaras, editor-chefe e colunista do jornal grego Kathimerini
A eleição de domingo
mudará nossas vidas – determinando não apenas se queremos continuar na zona do
euro, mas também a natureza de nossa sociedade e o destino da democracia que
foi restabelecida há apenas 38 anos. Estamos divididos entre aqueles que querem
continuar com o processo de reforma e os que querem voltar ao passado. Nossos
parceiros na União Europeia estão com medo das consequências da nossa eleição,
mas, fora isso, parecem indiferentes ao nosso destino.
Num momento em que as
escolhas parecem ser claras – entre a reforma e a estagnação, entre a Europa e
o isolamento, entre o progresso doloroso e o conforto enganoso da rendição – os
problemas se confundem por conta das falsas expectativas, falsas escolhas e
pelo fracasso de uma classe política que não consegue propor soluções para os problemas
do país, nem estabelecer um consenso nacional mínimo sobre o que está em jogo e
o que precisa ser feito.
Estamos diante de uma
escolha entre duas alternativas com falhas. Por um lado, há a Nova Democracia,
um partido de centro-direita que teve grande responsabilidade em minar a
reforma e a recuperação econômica nos últimos dois anos. No entanto, agora ele
se apresenta como a força responsável que manterá a austeridade e a Grécia na
zona do euro.
Do outro lado, há a
Syriza, uma coligação belicosa esquerdista que declara que irá imediatamente
anular o acordo de resgate e exigir que nossos parceiros continuem a nos
emprestar dinheiro. Esse caminho poderá levar à saída rápida do país da zona do
euro e a um futuro caótico.
Desde o último mês de
outubro, após a primeira sugestão de que a Grécia poderia ser forçada a sair do
euro, nós temos vivido uma incerteza desesperadora. Num país de menos de 11
milhões de habitantes, mais de um milhão está desempregado. Um estudo recente
feito pela Universidade do Panteão em Atenas sugere que sete a cada dez gregos
entre 18 e 24 anos esperam tentar a sorte em outros países.
A insegurança nos
abala profundamente. Todos os dias nós nos perguntamos se fizemos a coisa
certa, pondo nossas poupanças em risco por conta de uma declaração teimosa de
confiança num país que, desde a sua fundação, já declarou falência várias
vezes.
A escolha que os
gregos enfrentarão no domingo pode parecer simples – entre apertar os cintos e
permanecer no euro, ou sair dele e enfrentar um colapso econômico. Mas a
política aqui nunca é simples. Nenhum dos partidos tem dado continuidade a uma
agenda política séria para evitar o desastre. Aqueles que querem uma Grécia
melhor precisam ir atrás da opção menos pior.
E esse sentimento de
perda piora quando compreendemos que desperdiçamos a maior parte das últimas
quatro décadas. A Grécia deu passos em conquistar os padrões de seus parceiros
europeus, com projetos de infraestrutura e com os subsídios da União Europeia e
mercados ajudando a criar uma economia crescente e uma nova classe média. Mas
permitimos que o desenvolvimento se tornasse uma bolha.
Cerca de 80 bilhões
de euros já foram sacados e que milhões estão sendo sacados todos os dias.
Parte vai para pagar contas, enquanto o resto está sendo escondido ou levado
para o estrangeiro. No entanto, no mês passado havia ainda cerca de 170 bilhões
de euros nos bancos gregos, apesar do coro crescente de economistas que
declaram que a Grécia irá sair do euro. Por quê? Talvez quando o vulcão
estourar, quando os bandidos vierem atrás dos nossos vizinhos, quando uma
sociedade desistir de sua luta pelo progresso, a familiaridade de nossas
rotinas tenham nos anestesiado e nos deixado incapaz de sentir a poeira e o
estrondo dos estouros por vir. Talvez nós não pensemos que coisas ruins possam
nos acontecer.
O que eu quero me
lembrar da Grécia em 2012 é como a preguiça e os anos de lassidão intelectual
podem desperdiçar a dádiva da liberdade e deixar os portões da cidade
escancarados – como nós permitimos que os nossos líderes nos aliciassem, até
não termos mais ninguém capaz de nos guiar e ninguém ao nosso lado nas
barricadas.
Tradução: Adriano Scandolara
(Gazeta do Povo,
17 de junho de 2012)
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Para ambientalistas, novo Código Florestal mantém anistia a desmatador
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne 163 entidades, classificou como "retrocesso ambiental" a sanção do novo Código Florestal, com 12 vetos e a edição de uma medida provisória. Para as entidades, a nova legislação assinada pela presidente Dilma Rousseff continua promovendo anistia a desmatadores - ao contrário do que diz o governo - e reduz a proteção ambiental.
Na visão dos ambientalistas, o texto não atende aos compromissos de campanha da presidente. Eles refutam o discurso de que foi buscado um meio-termo entre as posições de ambientalistas e ruralistas. "O caminho do meio entre não tomar veneno e tomar muito é veneno do mesmo jeito. Essa proposta é venenosa", afirmou Pedro Gontijo, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Para o grupo, um dos principais problemas - que já existia desde o texto do Senado - é a possibilidade de fazer uma recomposição menor de Áreas de Preservação Permanente (APPs) para trechos desmatados até julho de 2008.
Dilma vetou o polêmico artigo 61, que no texto da Câmara estabelecia a recuperação de somente 15 metros de mata ciliar em rios de até 10 metros, excluindo rios maiores. A MP coloca que todo mundo agora é obrigado a recuperar e criou várias faixas de recomposição, de acordo com o tamanho da propriedade (mais informações neste página).
Mas essa obrigação agora vai de no mínimo 5 metros a no máximo 100 metros de margens de rios, contra uma faixa que variava de 30 a 500 metros no Código antigo. "Anistia não é só de multa, mas também fazer uma compensação menor", afirma André Lima, consultor jurídico da SOS Mata Atlântica e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
Para Márcio Astrini, do Greenpeace, a mudança "facilitou a vida dos pequenos produtores e de agricultura familiar por uma via torta, que é a métrica do módulo fiscal, e não por uma precedência social". Ele defende que melhor seria se tivessem sido previstos subsídios para a recuperação. "Se eles não têm dinheiro para recompor 15 metros, não vão ter também para 5 metros."
Ele questionou também que continua valendo, de acordo com o artigo 12, a possibilidade de diminuir o tamanho da Reserva Legal no Amapá de 80% para 50%, o que abriria a possibilidade de novos desmatamentos.
Houve queixas, ainda, sobre a possibilidade de fazer recomposição de APPs com espécies exóticas. "É um desvirtuamento do conceito de APP. Basta plantar eucaliptos, parreiras, macieiras em todas as APPs", disse Lima. "Nem a bancada ruralista teve coragem de colocar isso no texto. Esse trecho é da lavra de Dilma", complementou Raul Valle, do Instituto Socioambiental.
O Estado apurou, porém, que deve ser publicada hoje uma errata definindo que a recomposição com exóticas deve ficar restrita a propriedades de até 4 módulos fiscais e a nascentes perenes.
Valle destacou que foram sancionados vários pontos de interesse da bancada ruralista e no Congresso esses parlamentares poderão ainda fazer alterações na medida provisória. Na visão das entidades, o fato de essa discussão só ocorrer depois da Rio+20, e em meio a eleições municipais, torna mais difícil obter avanços. Mas eles esperam que o evento sirva para pressionar o governo a promover uma mudança mais profunda.
Visão da ciência. Para cientistas que engrossaram as críticas às mudanças do Congresso e colaboraram com pesquisas para mostrar a importância da manutenção da vegetação, a proposta de Dilma, apesar de ficar aquém do defendido, traz avanços. "Ao menos se conseguir implementar, já será um grande ganho", diz Ricardo Rodrigues, da Esalq, em menção ao fato de que o Código antigo, apesar de proteger mais o ambiente, não era seguido.
Para Gerd Sparovek, também da Esalq, houve progressos no aumento da área de APPs ripárias que deve ser recuperada nas propriedades maiores, que representam 76% da área agrícola. "Mas algumas faixas de restauração ficaram muito pequenas (5m e 8m), o que torna questionável sua relevância ecológica. E ainda fica o custo, pelo menos parcial. Os topos de morro ficaram fora de critérios objetivos de necessidade de restauração, ficando possível a consolidação dos usos agrícolas existentes."
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,para-ambientalistas-novo-codigo-florestal-mantem-anistia-a-desmatador-,879231,0.htm
terça-feira, 5 de junho de 2012
Mais de 2,3 milhões de candidatos já se inscreveram no Enem 2012
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2012 recebeu inscrições de 2,36 milhões de candidatos até as 9h de hoje (4). Segundo balanço divulgado pelo MEC (Ministério da Educação), neste sábado (2) e domingo (3), primeiro final de semana de inscrições, foram registrados aproximadamente 400 mil cadastros.
De acordo com o MEC, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia são as unidades da Federação com maior número de inscritos. No ano passado, foram cerca de 6 milhões de inscritos, mas o ministro Aloizio Mercadante já afirmou que deverá ocorrer um crescimento na participação desse ano.
As inscrições prosseguem até 15 de junho, exclusivamente em hotsite na internet. A taxa de inscrição permanece em R$ 35. Alunos que estejam cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública estão isentos do pagamento. Os demais devem efetuar o pagamento até 20 de junho por meio de boleto gerado na inscrição.
As provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. No primeiro dia do exame, os participantes terão quatro horas e meia para responder as questões de ciências humanas e da natureza. No segundo, será a vez das provas de matemática e linguagens, além da redação, com um total de cinco horas e meia de duração. A divulgação do gabarito está prevista para o dia 7 de novembro, e o resultado final deve sair em 28 de dezembro.O edital que informa a realização do Enem 2012 e estabelece prazos e procedimentos dessa edição do exame foi publicado no dia 25 de maio, no Diário Oficial da União.
Desde 2009, o Enem ganhou mais importância porque passou a ser usado por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. A prova também é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior, como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Ciência sem Fronteiras.
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