domingo, 21 de outubro de 2012

Gabarito Simulado 3

1
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21
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41
D
61
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INGLÊS
2
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22
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42
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62
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72
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63
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5
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ESPANHOL


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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Congresso uruguaio aprova descriminalização do aborto

Decisão foi votada nesta quarta-feira pelo Senado do país e depende do apoio do presidente José Mujica

O Congresso uruguaio aprovou nesta quarta-feira (17) a descriminalização do aborto. A decisão, que já havia passo pela Câmara dos Deputados no mês passado, foi referendada pelo Senado e agora aguarda o parecer do presidente José Mujica.
Para realizar um aborto, as mulheres uruguaias deverão ser submetidas, até o terceiro mês de gestação, a um comitê de ginecologistas, que mostrará as alternativas e os perigos da cirurgia.
O Uruguai será o segundo país a descriminalizar o aborto na América Latina. Até hoje, apenas Cuba permite tal prática.
De acordo com o jornal El País, todos os parlamentos da coalizão governista Frente Ampla foram favoráveis à nova lei. Para conseguir a maioria necessária na votação, o projeto também contou com o apoio de Jorge Saravia, do Partido Nacional.
Durante a votação, grupos contrários ao aborto fizeram um protesto em frente ao Senado. Quando o resultado foi anunciado pelo vice-presidente, Danilo Astori, porém, o público dentro do Congresso se manifestou com uma salva de palmas.
No governo anterior, de Tabaré Vázquez, que também faz parte da Frente Ampla, a medida foi aprovada pelo Poder Legislativo, mas a implementação foi vetada pelo então presidente. Em entrevista à BBC, no entanto, Mujica já sinalizou que não pretende vetar o projeto.

Tema que volta a ganhar força novamente. Estejam preparados para um possível redação sobre o tema do aborto, feminismo, emancipação da mulher, etc. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Balanço de 2012

Há 4 anos o Conhecimento em Luta está no bairro Cajuru. Dia 10 de novembro, fechamos a nossa quarta turma: mais uma turma preparada para o Vestibular da UFPR e para o Enem.

Nesses 4 últimos anos (em mais de 8 de existência do projeto), firmamos um compromisso – professores e equipe de apoio – com o bairro Cajuru. Cada uma dessas 4 turmas tem características diferentes e marcantes, que fizeram com que soluções educacionais fossem pensadas e repensadas a cada ano, a cada semestre, a cada encontro com os professores.

Esse texto é fruto do retorno que estamos tendo com o hoje Projeto Conhecimento em Luta. Esse retorno não é apenas das aprovações que tivemos na UFPR, UTFPR ou nas bolsas do Prouni. Estamos mudando a realidade do bairro Cajuru, mesmo que a passos de formigas. Não temos nenhum tipo de obrigação, que faça com que os ex-alunos voltem para ajudar o projeto como forma de "gratidão". Esses novos participantes que se voluntariam a nos ajudar vêm porque se dão conta da importância que o Conhecimento em Luta tem na vida daqueles que acreditam que só a educação pode transformar esse país.

Quando começamos com o projeto no Cajuru, poucos professores eram da região. Hoje, 50% do nosso quadro é composto por profissionais do próprio bairro. Para o próximo ano, a coordenação do projeto será inteiramente do bairro também. Com isso, um dos objetivos do Projeto se concretiza: a comunidade abraça o projeto e o toma para si; enquanto isso, o trabalho se multiplica para outros bairros.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Aluna que criou 'Diário de Classe' já foi procurada por políticos de Florianópolis

A estudante de Florianópolis Isadora Faber, de 13 anos, que virou celebridade por denunciar problemas de infraestrutura de sua escola no Facebook, ironizou na noite desta terça-feira, 28, as declarações da secretária municipal de Educação e da diretora da Escola Básica Maria Tomázia Coelho. De acordo com a Assessoria de Imprensa da pasta, as gestoras reconheceram as deficiências no colégio e disseram que apoiam a iniciativa da adolescente.

Por Kazuo Inove e Ocimara Balmant, Estadão.edu


Na página 'Diário de Classe', Isadora posta fotos de sua escola e reclama, entre outras coisas, da existência de porta sem maçaneta, fios desencapados, carteiras quebradas e ventiladores que dão choque. Até as 22h desta terça, cerca de 128 mil pessoas haviam "curtido" a ideia.
Assim que a página foi criada, em 11 de julho, Mel Faber - mãe de Isadora - foi convocada à escola e avisada: era melhor tirar essa ideia da cabeça da menina antes que ela começasse a sofrer ameaças ou até fosse presa. "Fui taxativa no meu não. Minha filha quer é o que é dela por direito", respondeu Mel.
"Até as merendeiras me tratam diferente. Dizem 'Olha lá a menina que tira fotos", contou Isadora ao Estadão.edu na noite desta terça. O bate-papo seria transmitido ao vivo na página da editoria na rede social Google Plus, mas, por problemas técnicos, a conversa não foi gravada.
Isadora reafirmou que continuará registrando em imagens seu cotidiano escolar. Sua aula preferida é a de educação física, apesar de a quadra de esportes da escola, uma das "vítimas" da adolescente na rede social, não ter cobertura ou linhas suficientemente demarcadas.
Por outro lado, a estudante disse não gostar de matemática. "Nas provas, tudo mundo fica andando de um lado para o outro consultando os colegas." Segundo Isadora, suas médias são todas acima de 7.
A popularidade da garota atraiu a atenção de políticos locais. Mas Isadora disse que não quer vincular sua imagem à política, apenas continuar lutando pela melhoria das escolas públicas.
A estudante aproveitou para convidar outros jovens a também postarem o que há de errado em seus colégios. De acordo com ela, várias pessoas já lhe enviaram links de páginas com conteúdo semelhante. Por fim, Isadora agradeceu o apoio dos pais. "Não conseguiria fazer isso se eles não me apoiassem."
'Ouvidoria'
A secretária de Educação de Florianópolis, Sidneya Gaspar de Oliveira, elogiou em nota oficial a iniciativa “brilhante e saudável” de Isadora. “Essa página veio nos auxiliar no monitoramento da escola. É uma espécie de ouvidoria.”
A diretora da escola, Liziane Diaz Farias, negou qualquer represália contra a estudante por causa da página. De acordo com ela, o que ocorreu foi uma conversa com a mãe da adolescente sobre a existência da página no Facebook e o conselho para não utilizar imagens de alunos, funcionários e professores da escola: “Cada indivíduo tem o direito de ter a sua imagem preservada”.
Liziane assumiu a responsabilidade pelos problemas revelados pela estudante: “Assumo publicamente que ocorreu fragilidade na administração do estabelecimento”. Ela também disse que fará um apelo à Associação de Pais e Professores para que ajudem principalmente na manutenção da estrutura física. Também quer fazer campanhas para conscientizar os alunos da necessidade de preservar o ambiente escolar.
Segundo a Secretaria de Educação, em julho foram trocadas 13 luminárias, já danificadas novamente. Haverá também reparos nos banheiros e em outros setores da unidade. “Fizemos uma série de melhorias, mas infelizmente não houve a colaboração da comunidade escolar para evitar vandalismos, com a depredação do espaço”, afirmou o diretor de Infraestrutura, Maurício Amorim Efe.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Avalie o ensino por trás das siglas

Longe de serem um emaranhado de letras e números, sistemas de medição de desempenho podem ser úteis aos pais quando bem compreendidos

Por Jônatas Dias Lima da Gazeta do Povo:



A divulgação do Índice de Desenvolvimento da Edu­­cação Básica (Ideb) na semana passada chamou a atenção da imprensa e de todo o setor educacional. Apesar do destaque dado aos números e das primeiras análises feitas sobre eles, é difícil mensurar até que ponto a população compreende o significado desses indicadores e para que eles servem. Para especialistas, o intenso contato com os dados, sem entendê-los, pode induzir estudantes e pais de alunos a caírem no equívoco da supervalorização dos números ou, no outro extremo, na subutilização desses instrumentos.
Um dos erros mais comuns a que famílias estão sujeitas seria a adoção de uma nota, analisada de forma isolada, como critério único para determinar a qualidade do ensino e a adequação de uma escola para o aluno. “O dado estatístico é apenas uma parte do todo. Não podemos dizer que a nota obtida revela todo o potencial de uma escola”, diz a psicopedagoga e professora do curso de Pedagogia da Pontifícia Universidade Ca­­­­tólica do Paraná (PUCPR) Evelise Portilho.



Para ela, uma visita à escola e conversas com a direção da instituição são essenciais para identificar se o colégio se adapta às expectativas da família. Isso não pode ser substituído por uma simples consulta à nota do Ideb, por exemplo. Segundo Evelise, é preciso olhar com a mesma prudência para índices ou pro­­vas de desempenho de outros ciclos da educação, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou o Exame Na­­cio­­nal de Desempenho de Estudantes (Enade). “Em todos esses casos, as estatísticas são apenas uma maneira de olhar a realidade.”
Exigência natural
Para o pesquisador e dou­­­­­­tor em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Ma­­lheiro, os índices são instrumentos necessários e naturalmente exigidos pela população quando se trata da prestação de serviços. “Quando vamos a um restaurante, hotel ou hospital, queremos ver a sua classificação. Por que não exigiríamos o mesmo na educação?”, questiona.
No caso do Ideb, Malheiro defende, inclusive, a colocação da nota obtida pela instituição na entrada da escola para tornar o resultado visível a toda a comunidade. A ideia já é aplicada em alguns municípios brasileiros e tramita no Congresso Nacional como projeto de lei, de autoria do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). “Ajudaria a acabar com a manutenção de um sistema de baixa qualidade e des­­pertaria as famílias e a vizinhança para agirem contra a enganação no ambiente escolar”, afirma Malheiro.
Essa forma de usar o índice, no entanto, divide a opi­­nião dos educadores. A Fundação Abrinq, por exemplo, emitiu nota no ano passado condenando a proposta. A instituição considera que a medida expõe os alunos de escolas mal avaliadas a constrangimentos e alega ser inconstitucional.
Conheça cada um
Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é o resultado de um cálculo que leva em conta os números de aprovação, reprovação, evasão escolar e o desempenho dos alunos nas avaliações do Saeb e na Prova Brasil. É o indicador que permite o mapeamento detalhado da educação brasileira, com dados por escolas, municípios e estados. Por meio dele, é possível identificar onde estão as escolas com maiores problemas, que precisam de mais investimentos e cobrança de resultados.
Enade
O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes é uma prova aplicada todos os anos à parte das graduações do país.O teste é obrigatório a todos os alunos ingressantes e concluintes dos cursos avaliados, já que a obtenção do diploma é condicionada à participação no Enade. Cada curso é avaliado a cada três anos.

Prova Brasil
É um exame obrigatório para todos os estudantes de 5º e 9º anos de escolas públicas. Na avaliação, os estudantes testam seus conhecimentos em Matemática e Português. A Prova Brasil não avalia o aluno individualmente; está focada no sistema de ensino de cada escola, promovendo um balanço da situação educacional no país. A avaliação não engloba todo o conteúdo do currículo escolar, mas cobra as competências que os alunos devem dominar em determinada idade.
IGC
O Índice Geral de Cursos é um indicador que mede a qualidade das instituições de ensino superior no país, avaliando cursos de graduação e pós-graduação (mestrados e doutorados). Para medir a qualidade das graduações, o índice usa a média dos CPCs dos últimos três anos, além da nota do Enade. No caso dos cursos de mestrado e doutorado, é usada a nota emitida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
CPC
O Conceito Preliminar de Curso é uma nota elaborada com base na análise de vários aspectos de cada curso superior, como nota dos ingressantes, nota dos concluintes, proporção de professores com doutorado e infraestrutura – de acordo com a opinião dos alunos. A média de três CPCs, unidos à nota do Enade, compõe um IGC.
Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio é uma prova aplicada anualmente, cujo objetivo original era avaliar o aprendizado dos alunos de ensino médio no país. Nos últimos anos, no entanto, o exame tornou-se uma das principais formas de acesso ao ensino superior, seja por meio da obtenção de bolsas de estudo ou pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Saeb
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica é uma prova aplicada a cada dois anos que avalia uma amostra de alunos matriculados no 5º e 9º anos do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio. Participam estudantes de escolas públicas e particulares, rurais e urbanas. Como os resultados são obtidos por amostragem, não há indicadores por escola ou município, apenas por regiões e unidades da federação. As provas são constituídas por questões de Matemática e Português e os estudantes recebem notas de zero a dez. Além disso, são coletados dados socioeconômicos dos alunos, professores e diretores e informações sobre as condições físicas e recursos das escolas.